Portfólio O caso da paciente Cristina

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Descrição

Portfólio Paciente Cristina – semestre 3° flex e 4° regular
Curso: Enfermagem
Disciplinas: • MICROBIOLOGIA • ENFERMAGEM E TRABALHO • HABILIDADES • FUNDAMENTOS SEMIOLÓGICOS DE ENFERMAGEM


POSSUI UM TOTAL DE 14 PÁGINAS

Situação-problema

Cristina, sexo feminino, 47 anos de idade, não possui comorbidades e nem faz uso de
medicações de uso contínuo. Procurou o serviço hospitalar referindo dor abdominal súbita de
intensidade moderada. A paciente relatou que há 3 dias vem apresentando dor abdominal difusa,
associada a diarreia e inapetência (perda do apetite), além de mal-estar geral.
Na admissão, Cristina foi atendida pelo enfermeiro responsável pelo acolhimento, o qual
realizou o exame físico e identificou, entre outros achados, hipertermia (38,5oC) e distensão
abdominal. Em seguida, passou por avaliação médica para investigação de apendicite aguda, que foi
confirmada por ultrassonografia de abdome. Após a realizar todos os procedimentos, a paciente foi
encaminhada ao Centro Cirúrgico para apendicectomia por videolaparoscopia.
Cristina evoluiu com regular estado geral nos dias seguintes do pós-operatório (PO), com
episódios de náuseas e vômitos. No terceiro PO, começou a apresentar picos febris, além de exsudato
purulento em ferida operatória, mesmo recebendo tratamento com antimicrobianos até aquele
momento. Dessa forma, novos exames laboratoriais foram coletados, bem como uma cultura do
exsudato por meio de swab, que evidenciou presença de Klebsiella pneumoniae produtora de
carbapenemase (KPC).
A partir disso, a Comissão Interna de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) orientou a
realização de isolamento com precaução de contato desse paciente, e explicou à equipe de
enfermagem que a Klebsiella pneumoniae é capaz de sobreviver em objetos inanimados ou fômites
(objetos com capacidade de absorver, reter e transportar organismos contagiantes ou infecciosos,
como por exemplo, estetoscópio, sapatos), colonizar o corpo humano e causar infecções graves em
pacientes imunocomprometidos como Cristina.

Diante dessa situação-problema, reflitam e elaborem um texto com os seguintes desafios:

DESAFIO 1: Os microrganismos causam diversos tipos de doenças infecciosas e apesar do amplo
espectro de antibióticos existentes, eles ainda continuam ganhando a batalha na cura das infecções.

Descreva como o uso irracional dos antibióticos geram o surgimento e a disseminação de resistência
microbiana. O que se pode entender por resistência microbiana? No caso do paciente citado, a
bactéria encontrada na ferida cirúrgica é a Klebsiella pneumoniae, um bacilo Gram-negativo,
anaeróbio facultativo, membro da família Enterobacteriaceae, que é capaz de produzir a
carbapenemase. Assim, identifique qual é o tipo de resistência apresentado por essa bactéria.

DESAFIO 2: Por meio da avaliação completa (anamnese e exame físico), o enfermeiro é capaz de
identificar os sinais e sintomas apresentados pelo paciente, os quais serão determinantes na
elaboração dos diagnósticos de enfermagem e, consequentemente, do plano de cuidados. Partindo
do pressuposto de que as informações obtidas tanto no momento da admissão hospitalar, quanto
no pós-operatório, embasarão uma assistência de qualidade, reflita: quais sinais e sintomas devem
ser investigados nesse caso? Quais são os métodos propedêuticos utilizados no exame físico do
sistema digestório, e qual a sequência correta para a sua realização? Existe algum método especial
que possa ser empregado?

DESAFIO 3: A infecção hospitalar por bactéria multirresistente infelizmente é comum em quase todas
as instituições de saúde, é de responsabilidade Serviço de Controle de Infecção Hospitalar – SCIH,
estabelecer normas e rotinas para conter sua disseminação, uma vez que este tipo de ocorrência
pode acarretar quadros clínicos mais graves (EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES,
2019). Por isso, o desafio é identificar o tipo de precaução (padrão, contato, aerossóis ou gotículas)
a ser estabelecido, para que a transmissão da Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase
(KPC) seja minimizada. Identificado o tipo de precaução a ser instituída nesta situação, descreva as
recomendações para a equipe de saúde, no que se refere às medidas de proteção e contenção de
uma possível disseminação de KPC. Ao responder, reflita a importância de medidas de proteção para
a saúde dos trabalhadores e aos demais pacientes.

DESAFIO 4: Atualmente, ainda temos na maioria das instituições hospitalares a utilização de
prontuários manuais e eles ficam dispostos no posto de enfermagem para a utilização de todos os
profissionais que estão prestando assistência aos pacientes (técnicos de enfermagem, enfermeiro,

médico, fisioterapeuta, nutricionista, entre outros). Nesse sentido, após a avaliação do paciente, o
enfermeiro realiza a evolução de enfermagem nesse prontuário. É possível que ocorra a
disseminação de microrganismos durante a execução dessas tarefas? Justifique.

DESAFIO 5: Diante da situação-problema apresentada, não podemos nos esquecer que os
profissionais da área da saúde que trabalham em contato direto com os pacientes estão expostos em
todo o momento a diversos riscos no ambiente hospitalar, e para isso, ações devem ser planejadas e
implementadas com o intuito de diminuir possíveis prejuízos à saúde ocupacional desses
funcionários. Diante de todo o contexto evidenciado pelo caso apresentado, explique qual o tipo de
risco que os profissionais que estão realizando o cuidado direto a Cristina estão expostos. Os
profissionais que trabalham expostos a esse tipo de risco recebem em seus salários o adicional de
insalubridade? Explique o conceito e os graus de insalubridade.

SUGESTÕES DE BIBLIOGRAFIAS

ALMEIDA, W. B. et al. Infecção hospitalar: controle e disseminação nas mãos dos profissionais de
saúde de uma Unidade de Terapia Intensiva. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 11, n. 2, 2018.
Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/130/93. Acesso em: 16
jul. 2021.
BRASIL. Ministério da Economia. Secretaria do Trabalho. Norma Regulamentadora no15- Atividades
e Operações Insalubres. Disponível em: https://bit.ly/3fUmWwt. Acesso em: 19 jul. 2021.
BRASIL. Ministério da Saúde. Classificação de risco dos agentes biológicos. Brasília: Ministério da
Saúde, 2017. Disponível em: https://bit.ly/39sLAll. Acesso em: 22 jul. 2020.
CUSTÓDIO, J. et al. Avaliação microbiológica das mãos de profissionais da saúde de um hospital
particular de Itumbiara, Goiás. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, v. 18, n 1, 2009. Disponível em:
https://bit.ly/3hycE5D. Acesso em: 19 jul. 2021.
DIESTMANN, R. Avaliação fenotípica da enzima Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) em
Enterobacteriaceae de ambiente hospitalar. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial,
v.46, n.1, 2010.
EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES. Hospital Universitário Professor Polydoro
Ernani de São Thiago. Plano de Contenção de Disseminação de Bactérias Multirresistentes.
Florianópolis, Santa Catariana. 42 p. 2019. Disponível em: http://www.hu.ufsc.br/setores/ccih/wp-

content/uploads/sites/16/2019/11/Plano-conten%C3%A7%C3%A3o-2019-2020-EBSERH-19-
novembro-em-pdf.pdf. Acesso em: 16 jul. 2021.
HINKLE, J. L; CHEEVER, K. H. Brunner e Suddarth: tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 13. ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. (Minha Biblioteca)
HOSPITAL REGIONAL DO SERTÃO CENTRAL. Manual: precauções e isolamentos – SCIH.
Quixeramobim – CE, 2020. Disponível em:
https://isgh.org.br/intranet/images/Dctos/PDF/HRSC/HRSC_MANUAIS/MANUAL_HRSC_PRECAUCO
ES_E_ISOLAMENTOS_SCIH_280720.pdf. Acesso em: 16 jul. 2021.
LEITE, A. L. B. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 2 ed.
Porto Alegre: Artmed, 2010. (Minha Biblioteca)