Portfólio A cidade na história

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Descrição

Portfólio A cidade na história – Semestre: 3°/4° semestre

Curso: Licenciatura em História

Disciplinas: • Historiografia • História Antiga • História Medieval • PPCH Espaço Geográfico, Identidades e Organização Cultural, Social e Política • Fundamentos Filosóficos


POSSUI UM TOTAL DE 10 PÁGINAS

A presente proposta de Produção Textual Interdisciplinar Individual (PTI) possui como
temática a cidade na história. Escolhemos esta temática para possibilitar a aprendizagem
interdisciplinar dos conteúdos desenvolvidos nas disciplinas desse semestre.
O conceito de cidade apresenta diversas caracterizações dependendo do contexto e das
referências que utilizamos: pode ser o espaço social surgido a partir da sedentarização do ser humano
com o desenvolvimento da agricultura, pode ser o espaço geográfico privilegiado para determinada
atividade econômica (indústria e serviços) que se coloca em oposição ao “campo” (agricultura), pode
ser uma entidade político-administrativa que abarca um determinado território sob as mesmas Leis
e jurisdição… Enfim, algumas abordagens destacam o caráter funcional da cidade, enquanto que
outras enfatizam os aspectos econômicos, políticos e sociais, ou mesmo a perspectiva histórica que
é a principal preocupação desta produção.

ORIENTAÇÕES DA PRODUÇÃO TEXTUAL

A Leitura da Situação Geradora de Aprendizagem e da Situação-Problema fornecerá os
elementos necessários para a produção textual proposta na sequência.
SITUAÇÃO GERADORA DE APRENDIZAGEM (SGA)

Gianluigi Kane está concluindo a graduação em História, o colegiado do curso propõe um
último trabalho: escrever um breve artigo sobre um tema de livre escolha dos alunos, desde que
apresente uma discussão historiográfica consistente. Gianluigi, muito interessado por temas
relacionados a transição da Antiguidade para a Idade Média, em suas leituras se deparou com a
seguinte afirmação:

Os especialistas em demografia histórica são mais ou menos concordes em estimar que a população
global do reino da França no mínimo duplicou entre os anos mil e 1328, passando de cerca de 6 milhões
de habitantes para 13,5 milhões, 16 a 17 milhões com as regiões que desde então se tornaram
francesas. Nesse número o crescimento da população deve ter sido proporcionalmente muito superior
à média e da ordem, para nos mantermos prudentes, do triplo da população inicial; e múltiplos indícios
levam a pensar que o essencial desse crescimento ocorreu entre 1150 e 1300, aproximadamente.
Enfim, cumpre sublinhar que o impacto das variações da população urbana sobre a vida de uma nação

é nitidamente maior que o das variações da população rural. Fernand Braudel escreveu: “As cidades
são como transformadores elétricos: aumentam as tensões, precipitam as trocas, urdem
incessantemente a vida dos homens… São os aceleradores de todo o tempo da história.” [grifo nosso]
O peso dos homens é maior nas cidades. Essas cidades mais populosas afirmam ao mesmo tempo sua
personalidade. Observou-se com humor, mas não sem exatidão, que os habitantes das novas cidades
— e não todas, porque, cabe repeti-lo, a cidade medieval já não é a cidade da Antiguidade e da Alta
Idade Média — não pensavam, ao obter os forais, as franquias, em criar uma cidade. Pensavam em
formar uma comunidade capaz de fazer frente aos senhores [nobres]. (LE GOFF, Jacques. O apogeu da
cidade medieval. São Paulo: Martins Fontes, 1992, p. 3-4.)

“É claro, é evidente, eureca!!!” Exclamou Gianluigi ao perceber que a cidade é um espaço
privilegiado não só para entender a transição da Antiguidade para o Medievo, como para
compreender as transformações nas sociedades humanas. Apesar da complexidade dos debates
historiográficos na área, ficou claro para Gianluigi que era esse o tema de seu artigo.

SITUAÇÃO-PROBLEMA

O desafio de Gianluigi, então, é elaborar um texto que trate das características das cidades na
Antiguidade e na Idade Média, apontando os debates historiográficos sobre o tema e as
possibilidades de aplicação dos conceitos desenvolvidos no estudo na sociedade atual.

ORIENTAÇÕES PARA A EXECUÇÃO DO TRABALHO

A partir da situação apresentada, o desafio é se colocar no lugar de Gianluigi e produzir um
breve artigo sobre a cidade na história. A seguir apresentamos os pontos relevantes que devem
nortear a reflexão sobre o caso relatado:
• explicar o contexto socioeconômico, cultural e político da transição da Antiguidade para
a Idade Média; aproveitar para apresentar sinteticamente o debate historiográfico sobre
“antiguidade tardia”.
• explicar as características e as funções da cidade romana.
• explicar as características e as funções da cidade medieval.
• discutir como os conhecimentos sobre as cidades antigas e medievais podem ser
utilizados para pensarmos as cidades atuais; aproveitar para apresentar sinteticamente o
debate historiográfico sobre “modernidade medieval”.

Além do material das disciplinas abarcadas por esta produção, a seguir indicamos artigos
científicos e de divulgação científica que permitem a elaboração do trabalho de acordo com as
reflexões norteadoras:
Artigo 01:
MACHADO, Carlos Augusto Riberio. A Antiguidade Tardia, a queda do Império Romano e o debate
sobre o “fim do mundo antigo”. Revista de História (São Paulo), n. 173, p. 81-114, jul.-dez., 2015.
Disponível em
Acesso em 13 de julho de 2021.
Artigo 02:
LOPES, Reinaldo José. Como era a vida na Roma Antiga? Aventuras na História, 2019. Disponível em

antiga.phtml> Acesso em 13 de julho de 2021.

Artigo 03:
BARROS, José D’Assunção. Delineamentos para uma compreensão da cidade medieval. Alétheia
Revista de Estudos sobre Antiguidade e Medievo, v. 1, n. 1, p. 12-32, 2013. Disponível em:
Acesso em 13 de julho de 2021.
Artigo 04:
VALE, Paulo Sá. O que a Roma Antiga tem para ensinar às metrópoles brasileiras? Caos Planejado,
2019. Disponível em Acesso
em 13 de julho de 2021.
Artigo 05:
ALSAYYAD, Nezar; ROY, Ananya. Modernidade medieval: cidadania e urbanismo na era global. Novos
Estudos, n. 85, pp. 105-128, São Paulo, CEBRAP, novembro de 2009. Disponível em
Acesso em 13 de julho de 2021.