Portfólio As várias formas de trabalho: escrava, servil e assalariada

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Descrição

Portfólio As várias formas de trabalho: escrava, servil e assalariada – Semestre: 2°

Curso: Segunda Licenciatura em História

Disciplinas: • História Antiga • História Medieval • História Moderna • História do Brasil • História da América


POSSUI UM TOTAL DE 11 PÁGINAS

A presente proposta de Produção Textual Interdisciplinar Individual (PTI) possui como
temática: “As várias formas de trabalho: escrava, servil e assalariada”. Escolhemos esta temática
por possibilitar a aprendizagem interdisciplinar dos conteúdos desenvolvidos nas disciplinas desse
semestre.

ORIENTAÇÕES DA PRODUÇÃO TEXTUAL

A Leitura da Situação Geradora de Aprendizagem e da Situação-problema fornecerá os
elementos necessários para a produção textual.

Situação Geradora de Aprendizagem (SGA)

A noção de trabalho muda de definição ao longo do tempo. Segundo o Dicionário de
Conceitos Históricos:

Em sua definição mais comum, trabalho é toda ação de transformação da
matéria natural em cultura, ou seja, toda transformação executada por ação
humana. Mas o trabalho tem significados diferentes de acordo com a cultura
que o vivencia e, em muitos casos, o que é considerado trabalho em uma não
é na outra. Em muitas línguas europeias, há inclusive uma distinção entre o
trabalho que dá reconhecimento social, uma obra, e o trabalho repetitivo, o
trabalho. Tal diferenciação, no entanto, não existe em português (SILVA, K;
SILVA, M., 2010, p. 401).

A palavra trabalho vem do latim tripalium, que era um instrumento feito de três paus
aguçados, algumas vezes ainda munidos de pontas de ferro, no qual os agricultores batiam o trigo,
as espigas de milho, para rasgá-los, esfiapá-los. Muitos dicionários, contudo, registram tripalium
apenas como instrumento de tortura. Tripalium se liga ao verbo latino vulgar tripaliare, que significa,
justamente, “torturar”. Essa é uma faceta da realidade evocada no termo trabalho, aquela que revela
a dureza, a fadiga, a dificuldade, irreversivelmente constitutivas da vida humana.

A partir dessas definições iniciais, você deverá analisar as diversas formas de trabalho
(escrava, servil e assalariada) ao longo da história das sociedades ocidentais, com enfoque nas

mudanças de perspectiva acerca da concepção de trabalho. Para tanto, considere a situação-
problema a seguir.

Situação-problema

Jane é professora de História nas séries finais do ensino fundamental e no ensino médio. Ela
decidiu realizar um estudo com seus alunos sobre as mudanças na concepção de trabalho ao longo
da história ocidental. Para isso, se organizou da seguinte forma: irá realizar uma pesquisa sobre o
tema e produzir um texto que será estudado com seus alunos; irá elaborar um plano de aula para
trabalhar o tema.

Orientações para a execução do trabalho

A partir da leitura da situação-problema apresentada, você deverá se colocar no lugar da
professora Jane, realizar uma pesquisa sobre as mudanças na concepção de trabalho ao longo da
história ocidental e elaborar um texto e um plano de aula. Para isso, siga as orientações abaixo:
1o – Leia os trechos a seguir:

Nas sociedades grega e romana, era a mão de obra escrava que garantia a
produção suficiente para suprir as necessidades da população. Existiam
outros trabalhadores além dos escravos, como os meeiros, os artesãos e os
camponeses. No entanto, mesmo os trabalhadores livres eram explorados e
oprimidos pelos senhores e proprietários. Estes eram desobrigados de
qualquer atividade, exceto a de discutir os assuntos da cidade e o bem-estar
dos cidadãos. Para que não dependessem do próprio trabalho e pudessem se
dedicar exclusivamente a essa atividade, o trabalho escravo era fundamental.
[…]
Nas sociedades feudais, como no mundo greco-romano, havia também
aqueles que trabalhavam — os servos, os camponeses livres e os aldeãos —
e aqueles que viviam do trabalho dos outros — os senhores feudais e os
membros do clero. A terra era o principal meio de produção, e os
trabalhadores tinham direito a seu usufruto e ocupação, mas nunca à
propriedade. Muitos trabalhavam em regime de servidão, no qual não
gozavam de plena liberdade, mas também não eram escravos. Prevalecia um
sistema de deveres do servo para com o senhor e deste para com aquele.
Além de cultivar as terras a ele destinadas, o servo era obrigado a trabalhar
nas terras do senhor, bem como na construção e manutenção de estradas e
pontes. Essa obrigação se chamava corveia. Devia também ao senhor a talha,
uma taxa que se pagava sobre tudo o que se produzia na terra e atingia todas
as categorias dependentes. Outra obrigação devida ao senhor pelo servo
eram as banalidades, pagas pelo uso do moinho, do forno, dos tonéis de
cerveja e pelo fato de, simplesmente, residir na aldeia. Essa obrigação era
extensiva aos camponeses.
[…] da Antiguidade até o fim da Idade Média, as concepções do que
denominamos trabalho apresentam variações, mas poucas alterações.
Sempre muito desvalorizado, o trabalho não era o elemento central, o núcleo
que orientava as relações sociais. Estas se definiam pela hereditariedade, pela
religião, pela honra, pela lealdade e pela posição em relação às questões
públicas. Eram esses os elementos que permitiam que alguns vivessem do
trabalho dos outros.
Com o fim do período medieval e a emergência do mercantilismo e do
capitalismo, o trabalho “mudou de figura”. Se antes ele era visto como uma
atividade penosa e torturante, passou aos poucos a ser considerado algo
positivo. Isso aconteceu porque, não sendo mais possível contar com o
serviço compulsório, foi preciso convencer as pessoas de que trabalhar para
os outros era bom; dizia-se que só assim todos sairiam beneficiados. Para
mudar a concepção de trabalho — de atividade vil para atividade que dignifica
o homem —, algumas instituições […] deram sua colaboração.1

2o – Leia os verbetes escravidão, servidão e trabalho, presentes no Dicionário de Conceitos Históricos
(2009), respectivamente nas páginas 110-114, 379-381 e 400-404. Nesses verbetes, é possível ter
uma noção geral das formas de trabalho predominantes nos diversos períodos da história ocidental.
➔ SILVA, Kalina; SILVA, Maciel. Dicionário de Conceitos Históricos. São Paulo: Ed. Contexto,

2009. Disponível em: https://efabiopablo.files.wordpress.com/2013/04/dicionc3a1rio-de-
conceitos-histc3b3ricos.pdf. Acesso em: 15 jul. 2021.

1 TOMAZI, Nelson Dacio. Sociologia para o Ensino Médio. 2.ed. São Paulo: Saraiva, 2010. p. 39-41. Disponível em:
<http://www.colegiointegracaoassis.com.br/arquivos/noticias/08061613202110.pdf&gt; Acesso em 15 jul. 2021.

3o – Leia o artigo Escravidão antiga e moderna (1998), que aborda as nuances do conceito de
escravidão, pelo enfoque historiográfico, tendo em vista as características da escravidão na
Antiguidade Clássica e a escravidão nas Américas no período moderno.
➔ CARDOSO. Ciro Flamarion; REDE, Marcelo; ARAÚJO, Regina Rebel de Araújo. Escravidão
antiga e moderna. In: Tempo, v. 3, n. 6, dez. 1998. Disponível em:
http://www.historia.uff.br/tempo/artigos_dossie/artg6-1.pdf. Acesso em 15 jul. 2021.

4o – Após realizar as leituras, você deverá escrever um texto (de no mínimo duas e no máximo quatro
laudas) sobre: “As várias formas de trabalho: escrava, servil e assalariada”. Aborde as
transformações na própria concepção de trabalho ao longo dos períodos históricos. Enfoque as
diferenças no conceito de escravidão quando nos referimos à Antiguidade e Idade Moderna.

5o – Na sequência, você deverá elaborar um plano de aula que possa ser utilizado para o estudo do
conteúdo/tema “As várias formas de trabalho: escrava, servil e assalariada”, com alunos de uma série
final do ensino fundamental ou do ensino médio. Você irá apenas elaborar o plano de aula, pois não
precisa desenvolvê-lo com os alunos. Esse plano deve conter as etapas descritas no quadro abaixo:


PLANO DE AULA

1. Público alvo: Especifique a série/ano do ensino fundamental ou do ensino médio para a qual o
plano de aula é destinado.
2. Conteúdo(s): “As várias formas de trabalho: escrava, servil e assalariada”. Aqui você também
pode indicar outros conteúdos específicos que podem ser estudados e estão relacionados às várias
formas de trabalho.
3. Objetivo geral: Indique um objetivo geral que pretende alcançar ao trabalhar o conteúdo.
4. Objetivos específicos: Indique três objetivos específicos que pretende alcançar ao trabalhar o
conteúdo.
5. No de aulas: Indique a quantidade de aulas necessárias para desenvolver o plano de aula.6. Metodologia: Descreva, em tópicos, as ações a serem executadas para o alcance dos objetivos
propostos. Por meio de tópicos deverá descrever como irá iniciar, desenvolver e concluir o estudo
do(s) conteúdo(s) previsto(s).
7. Recursos: Apresente os recursos materiais e didáticos necessários (datashow, cartolina, tesoura,
revistas, textos, vídeos, imagens, entre outros). Se optar por utilizar vídeos ou imagens deverá
indicá-los em “referências” e inserir o link para acesso.
8. Avaliação: Descrever como a avaliação será realizada e em qual momento. Ex.: Os alunos
poderão ser avaliados durante as aulas ou poderá destinar uma aula para avaliá-los.
São exemplos de atividades avaliativas: debates; análise de textos, imagens, letras de músicas;
elaboração de mapa conceitual; elaboração de texto com narrativa histórica; confecção e
apresentação de cartazes, etc.
9. Referências: Inserir as referências consultadas para a preparação da aula e/ou atividades.


Atenção:
– Você pode, e deve, consultar outras fontes (textos, livros, artigos e afins) sobre o tema, na Biblioteca
Virtual, na Minha Biblioteca e nos materiais das disciplinas.
– Sua produção textual deve ser composta por: Introdução, desenvolvimento (texto + plano de aula),
conclusão.